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terça-feira, 17 de julho de 2018

Formas de traduzir poesia no século XIX: Odorico Mendes, João Cardoso de Menezes e Sousa e Francisco Otaviano


"Três tradutores de poesia no Brasil do século XIX" de Marcus Rogério Salgado é artigo muito interessante sobre a historiografia de poesia traduzida no século XIX via três tradutores: Odorico Mendes, João Cardoso de Menezes e Sousa e Francisco Otaviano.

Resumo do artigo:

O objetivo do presente artigo é um estudo de corte historiográfico sobre três tradutores de poesia brasileiros atuantes no século XIX: Odorico Mendes, João Cardoso de Menezes e Sousa e Francisco Otaviano. Os três, além de poetas, também foram ativos tradutores e acabaram por partilhar de mesma fortuna crítica, que os fixou em uma posição microscópica, a despeito da circulação de suas obras tradutórias. Nos três casos, a tradução de poesia encampa um projeto romântico de atuação no campo estético, pelo qual se revelam informações sobre a vida literária e, por conseguinte, a vida social brasileira do período, em seus hábitos de leitura e no processo de formação do tradutor de poesia no Brasil oitocentista.

Disponível aqui.

Boa leitura!!!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Paratextos de tradutores



Marcia A. P. Martinse Andréia Guerini acabaram de lançar um livro com textos de tradutores na história do Brasil.
O livro intitula-se 

PALAVRA DE TRADUTOR 
Reflexões sobre tradução por tradutores brasileiros


O intuito do livro está descrito na contracapa da seguinte forma:
Este livro reúne reexões acerca de concepções de tradu-ção e do fazer tradutório a partir do ponto de vista de diferentes tradutores brasileiros. São reexões não siste-matizadas, produzidas em momentos históricos diferen-tes, que cobrem um arco temporal de mais de duzentos anos, do nal do século XVIII até os nossos dias. São paratextos e metatextos escritos por tradutores, homens e mulheres, que emolduram abordagens de gêneros textuais diversos: do texto técnico-cientíco ao de cção, passando pela literatura infantojuvenil, pela poesia épica e lírica e pelo drama. 

Vale muito a pena ler sobre a tradição de tradutores e o que eles escreveram sobre tradução.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Antônio José de Araújo, um censor tradutor

Antônio José de Araújo nasceu em 1807 e faleceu em 1869. 

Trabalhou durante um tempo no Conservatório Dramático do Rio de Janeiro como censor e contribuiu para inúmeros jornais com os pseudônimos Cabeça Parlante e Caverna Acústica.

Dentre suas traduções encontram-se:
Luís XI de Casimiro Lavigne
Cina de Corneille
O Alquimista de A. Dumas
Hamlet de Ducis

Mais um nome para a pesquisa.


terça-feira, 15 de maio de 2018

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Tradução e Diásporas Negras

Acaba de ser publicado um número inteirinho dedicado à Tradução e Diásporas Negras. O número foi organizado por Dennys Silva-Reis e Cibele de Guadalupe Sousa Araújo.
Vale a pene conferir aqui !



Aqui os títulos dos artigos:


Dennys Silva-Reis, Cibele de Guadalupe Sousa Araújo

Khachig Tölölyan

Brent Hayes Edwards

Hortense Spillers

Raphaël Confiant

Jessica Oliveira de Jesus

tatiana nascimento

Marcela Iochem Valente, Luciana de Mesquita Silva

Marcos Araújo Bagno

Dyhorrani da Silva Beira

Valeria Lima de Almeida

Adélia Mathias

Roch Duval

Liliam Ramos da Silva

N'gana Yéo

Kall Lyws Barroso Sales

Daniel Dago

Cibele de Guadalupe Sousa Araújo

Dennys Silva-Reis

João Arthur Pugsley Grahl, Luciano Ramos Mendes, Rei Seely, Emerson Pereti, Carla Cursino, Rafaela Santana, Glaucia dos Santos Abreu

C. Leonardo B. Antunes, Ronald Augusto, Dennys Silva-Reis

Luciana Carvalho Fonseca

sábado, 4 de março de 2017

Traduções de obras de matemática no Brasil

As traduções obras científicas ainda são pouco exploradas no Brasil. Especialmente, nos Estudos de Tradução, poucos trabalham sobre o assunto. Pesquisando sobre o tema, encontra-se a tese de Paulo Henrique Tretin intitulada "Matemática no Brasil: as traduções de Manoel Ferreira de Araújo Guimarães (1777-1838) das obras de Adrien Marie Legendre".

O autor faz uma análise minuciosa e detalhada de como o tradutor Manoel Ferreira traduzia as obras de Adrien Legendre no Brasil. Eis o resumo da tese:

Este trabalho aborda a vida e a obra de Manoel Ferreira de Araújo Guimarães (1777-1838), personagem importante para o cenário da História da Matemática Brasileira. Centralizamos nosso estudo nas traduções das obras Éleménts de Geométrie e Traité de Trigonométrie de Adrien Marie Legendre (1752-1833), realizadas por Manoel Ferreira de Araújo Guimarães, como contribuições significativas para o processo de institucionalização do ensino da Matemática no Brasil, no início do século XIX. Analisando essas traduções pudemos compreender os motivos que levaram o tradutor a propor alterações e, a partir da identificação de alguns de seus interlocutores, compreender o que o levou aos trabalhos de Adrien Marie Legendre. Relativamente aos desdobramentos das produções de Manoel Ferreira de Araújo Guimarães, pudemos identificar, direta ou indiretamente, alguns nomes que tiveram acesso a suas traduções. Assim, este trabalho pretende contribuir com os pesquisadores que buscam empreender uma (re)leitura do período, que vai do início a meados do século XIX, relativo ao ensino da matemática no Brasil


O texto está disponível aqui.
Boa leitura!

sexta-feira, 3 de março de 2017

História da Tradução: ensaios de teoria, crítica e tradução literária

Em 2015 foi publicado o primeiro volume do Núcleo de Pequisa em História da Tradução e Tradução Literária intitulado "História da Tradução: ensaios de teoria, crítica e tradução literária" organizado por Germana  Henriques Pereira de Sousa.




É preciso destacar que este é o primeiro livro no Brasil apresenta uma preocupação sobre a História da Tradução já na capa, depois do conhecido livro de Lia Wyler.

Enfantizo os capítulos seguintes:

Portal para a história da tradução: páginas de rosto da Arco do Cego de Alessandra Ramos de Oliveira Harden
The Birth of Translation Studies on the Periphery: The case of Brazil de John Milton
A virada institucional nos Estudos de Tradução no Brasil de Marie-Hélène Catheriene Torres

Esses três capítulos não trazem reflexões estritamente ligadas à História Literária, onde todos os demais textos se localizam. Trazem reflexões e problemáticas ligadas à historiografia do século passado longínquo e pouco estudadas (Oliveira Harden) e também rastros de uma historiografia do presente século XXI (Milton & Torres), que por incrível que pareça também tem ainda "pouca coisa".
Interessante notar que alguns perfis de traduções e tradutores também são trazidos como exemplos de operação historiográfica.

Eis o registro do livro pelas palavras de Álvaro Faleiros:






quinta-feira, 2 de março de 2017

Ferreira de Araújo , tradutor à cena brasileira

A tradução para teatro exigia no século XIX não somente a tradução linguística, mas uma modalidade de adaptação ao palco. Dentre os muitos tradutores/adaptadores, pode-se mencionar José Ferreira de Sousa Araújo, conhecido como Ferreira de Araújo.
Médico e jornalista escreveu e traduziu inúmeras peças de teatro. Usava, por vezes, dos pseudônimos Lulu Senior e José Telha.
Dentre as peças que traduziu e adaptou à cena brasileira pode-se mencionar:
Um chapéu de palha de Itália de Labiche e a adaptação aos palcos do romance Primo Basílio de Eça de Queirós.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Renato Alvim, tradutor de peças francesas

Renato Alvim era carioca, nascido em 30 de agosto de 1890. Ator e escritor de peças teatrais. Traduziu peças teatrais francesas.
Nome esquecido e com poucos dados.
Uma forte pesquisa o espera.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Boris Schnaiderman


Boris Schnaiderman (1917-2016) foi um importante tradutor no Brasil, especialmente, por dois motivos: primeiro tradutor do par direto russo-português e responsável pela difusão de inúmeros ensaios sobre a cultura e literatura russa. Dentre suas principais obras, podemos citar:
  • Guerra em Surdina: histórias do Brasil na Segunda Guerra Mundial. 3. ed. rev. São Paulo: Brasiliense, 1995. (Ficção) - (Literatura)
  • Guerra em Surdina. 4. ed. rev. São Paulo: Cosac & Naify, 2004. (Ficção) - (Literatura)
  • A poética de Maiakóvski. São Paulo: Perspectiva, 1971. (Debates) - (Literatura)
  • Dostoiévski Prosa Poesia - ensaio
  • Leão Tolstói: antiarte e rebeldia. São Paulo: Brasiliense, 1983.
  • Turbilhão e Semente: ensaios sobre Dostoiévski e Bakhtin
  • Os escombros e o mito: a cultura e o fim da União Soviética. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 306p. (Cultura e Civilização)
  • Tradução: Ato Desmedido - São Paulo: Perspectiva, 2011. 214p. (Debates) - (Tradução)



Em Tradução, Ato desmedido, Schnaiderman nos escreve um pouco de sua trajetória como tradutor e lança algumas reflexões sobre a tradução de obras russas. Tive o prazer de resenhar este livro. Disponível aqui.

Com certeza um grande nome da tradução no Brasil no século XX e XXI, além de grande especialista da cultura russa.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Tradução e Negritude no Brasil

Divulgamos o número 16 da Revista Cadernos de Literatura em Tradução dedicado ao tema Negritude e Tradução organizado por Dennys Silva-Reis (eu) e Lauro Maia Amorim.
Considero o número o primeiro registro de uma revista de Estudos da Tradução dedicada exclusivamente ao tema!



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

BARÃO DE VILA DA BARRA, tradutor de Dante

Francisco Bonifácio de Abreu (1819-1887), conhecido por ser o barão da Vila da Barra, foi um médico, parlamentar e poeta brasileiro.
Foi autor de várias obras científicas e literárias, dentre estas últimas estão “Tersina” (romance em versos, publicado na Bahia, em 1848), “Palmira, ou a ceguinha brasileira” (Bahia, 1849), “Moema e Paraguassu” (ópera lírica).
Entretanto, poucos se recordam que ele também traduziu “A Divina Comédia”, de Dante Aliglieri. Talvez, uma das primeiras traduções feitas no Brasil.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Traduções perdidas de Castro Alves





O famoso poeta brasileiro Castro Alves também escreveu para o teatro. Muitas de suas peças são pouco conhecidas e estudadas. Entretanto, o que chama atenção é que Castro Alves foi também tradutor de teatro. Tem-se notícias que ele traduziu Clarinha e Clarim (no original, La Dot de Cécile) do dramaturgo francês Gabriel-Zéphirin Gonyn de Lurieu (1792- 1869) e também Os pomos do meu Pomar, vaudevile de autor não identificado, representada no teatro Santa Isabel em Recife.
Seria muito interessante achar esses originais e cotejar suas traduções.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Filinto de Almeida também era tradutor


Francisco Filinto de Almeida, mais conhecido como Filinto de Almeida, foi poeta e destacou-se no meio literário e também jornalístico. Português de nascimento, mas naturalizado brasileiro, fez parte da Academia Brasileira de Letras.

Foi esposo de Júlia Lopes de Almeida e utilizava diversos pseudônimos: Filindal, Chico Férula, A., A. Bomtempo, A. Julinto (com Júlia Lopes de Almeida), Munícipe Urbano, João da Luz, Justo Leal, P. Talma e Zé Bananal.

Colaborou junto com Júlia Lopes para o Jornal do Comércio com o folhetim A casa verde. É conhecido, especialmente, por sua última obra Cantos e cantigas (1915), coletânea poética.

Poucos sabem que Filinto de Almeida foi igualmente tradutor. E suas traduções ainda são inéditas. Traduziu, em particular, com colaboração de Valetim Magalhães, o teatro do escritor espanhol José Echegaray y Eizaguirre (No seio da morte, Lo que no puede decirse, Amostra de uma Sogra). E é também de sua lavra uma versão da ópera Cavalleria rusticana de Pietro Mascagni.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pedro Macedo de Aguiar, tradutor de Alphonse Daudet



Pedro Francisco de Aguiar (1851- ?) foi doutor em Medicina no Rio de Janeiro e professor de francês na Escola Naval. Como dramaturgo escreveu a peça Fernando, apresentada perante o Imperador. E em 1880, traduziu a peça O Obstáculo do autor francês Alphonse Daudet. Esta foi representada no Teatro Lucinda em 7 de outubro de 1891.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Cadê as traduções de Modesto de Abreu ?



Modesto de Abreu (1901-1996) foi jornalista, professor, cronista, autor didático e tradutor. Colaborou para diversos periódicos e foi diretor de inúmeras instituições. Foi doutor em filosofia pela faculdade de Filosofia do do Rio de Janeiro e pertenceu a diversas academias de letras. Escreveu muitas peças de teatro e é extramente lembrado por seu texto sobre o primeiro centenário do teatro no Brasil, publicado no Jornal do Brasil em 1938.

Infelizmente, ainda não se conseguiu localizar nenhuma de suas traduções. Todavia, pelo gabarito de sua pessoa, pode-se inferir que traduziu bastante. Seria de grande valia se alguém pesquisasse sobre elas para sabermos o quê, de fato, traduziu e que autores traduziu.

Fica aí a dica de uma boa pesquisa.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Jonathas Abbott, médico-tradutor


Jonathas Abbott, nasceu em Londres, em 6 de agosto de 1796, e morreu em Caminho Novo do Gravatá, 8 de março de 1868. Naturalizou-se brasileiro e atuou como médico formado pela Escola de Cirurgia da Bahia.
Ficou muito conhecido por seus escritos em Anatomia e teve várias agremiações científicas nacionais e estrangeiras. Além disso tudo, foi tradutor de teatro. Dentre duas traduções encontram-se: Pizarro ou Os Hespanhoes no Peru, traduzido do inglês, e Tartufo de Molière, traduzido livremente.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Érico Veríssimo, tradutor

Érico Veríssimo (1905-1975) é muito conhecido no Brasil por sua obra literária, mas ele foi igualmente editor e tradutor.
Existem alguns trabalhos muito interessantes para quem quiser conhecer melhor essa faceta desse escritor brasileiro:

O livro Waldermar Torres intitulado Érico Veríssimo, editor e tradutor: viagem através da literatura








A tese de doutorado de Paula Godói Arbex, Erico Veríssimo, tradutor
A dissertação de mestrado de Cleide Antônia Rapucci, A reescritura de Katherine Mansfield por Érico Veríssimo: análise descritiva da tradução para o português de Bliss & other stories, disponível aqui.
Outra dissertação de mestrado de Sheila Maria Tabosa Silva Souto, Tradução no contexto da Era Vargas: Erico Veríssimo, tradutor de Aldous Huxley, disponível aqui.


e os artigos:



Érico Veríssimo eo fantasma da tradução de Paula Arbex, disponível aqui.

Editor Érico Veríssimo e a produção editorial da Globo de Marília de Araújo Barcellos, disponível aqui.

Boa leitura!