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sábado, 4 de março de 2023

Você sabe quem é Vanuíre Kaingang?

Segundo vídeo da série historiográfica Tradutrix - intérpretes e tradutoras da História da Tradução. 

Vanuire Kaingang, intéprete brasileira.

 


 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

História da Tradução no A World Atlas of Translation






 
A mais recente publicação da editora John Benjamins Publishing Company, A World Atlas of Translation traz o capítulo "The history of translation in Brazil through the centuries: In search of a tradition" dedicado à História da Tradução no Brasil e, consequentemente, à tradição da tradução no Brasil. Aos interessados, o capítulo está disponível para leitura aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2018

10 versões contemporâneas de músicas internacionais no Brasil

Desde de sempre as versões de músicas estrangeiras no Brasil foram comuns, entretanto identificá-las nunca se tornou tão fácil quanto na atualidade. Eis alguns exemplos:


Algumas são versões autorizadas, outras não se sabem. Quanto à letra, como se vê mantém-se muito a melodia em detrimento da letra que muitas vezes diz outra coisa na versão brasileira.

terça-feira, 15 de maio de 2018

domingo, 5 de março de 2017

Tradutoras brasileiras dos séculos XIX e XX

Tradutoras brasileiras dos séculos XIX e XX é a dissertação de mestrado de Maria Eduarda dos Santos Alencar. A autora resgata nomes importantes de tradutoras brasileiras e apresenta um apêndice de tradutoras do século XIX e XX. Trabalho de fôlego e importante contribuição para a mémoria e história dessas tradutoras, algumas já mencionadas no Blog em postagens anteriores aqui e aqui.

Eis o resumo da pesquisa:

A presente pesquisa tem como principal objetivo fazer um levantamento quantitativo e qualitativo da prática tradutória realizada por mulheres nos séculos XIX e XX no Brasil, a fim de verificar o grau de sua participação e influência na cena literária do País nesse período. Pretendeu-se, com isso, contribuir para a construção de uma historiografia da tradução no Brasil, de modo que resgate a significativa participação de mulheres nessa importante atividade cultural. Foi traçada, para essa finalidade, um percurso da prática tradutória no País, desde os anos oitocentistas, acolhendo pesquisas de Paes (1990), Torres (2014), Wyler (2003), entre outros. Além disso, foram consideradas as discussões de teorias feministas que analisam de que forma os valores sociais e posições de hierarquia social se relacionam com a tradução e as estratégias feministas de tradução. Discorreu-se, também, sob o ponto de vista histórico, acerca dos movimentos de mulheres em ambos os séculos, a fim de situar o período e contexto em que as tradutoras estavam inseridas e descobrir de que forma esses movimentos receberam e tiveram influência sobre as teorias feministas e a prática de tradução. Por fim, são apresentados os dados encontrados sobre as tradutoras brasileiras, por meio de pesquisa em bibliotecas, internet e diversas fontes, e realizados estudos de caso com tradutoras pernambucanas de ambos os séculos. O marco teórico que norteia este estudo desenvolve-se a partir dos estudos de Chamberlain (1988), Bassnett (1992), von Flotow (1997), Simon (1996), entre outras, e, quanto à pesquisa das tradutoras, têm grande importância as obras de Muzart (2013) e Coelho (2002), além da procura, em diversos meios, pelas traduções.

A dissertação está disponível aqui.


Boa leitura!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Boris Schnaiderman


Boris Schnaiderman (1917-2016) foi um importante tradutor no Brasil, especialmente, por dois motivos: primeiro tradutor do par direto russo-português e responsável pela difusão de inúmeros ensaios sobre a cultura e literatura russa. Dentre suas principais obras, podemos citar:
  • Guerra em Surdina: histórias do Brasil na Segunda Guerra Mundial. 3. ed. rev. São Paulo: Brasiliense, 1995. (Ficção) - (Literatura)
  • Guerra em Surdina. 4. ed. rev. São Paulo: Cosac & Naify, 2004. (Ficção) - (Literatura)
  • A poética de Maiakóvski. São Paulo: Perspectiva, 1971. (Debates) - (Literatura)
  • Dostoiévski Prosa Poesia - ensaio
  • Leão Tolstói: antiarte e rebeldia. São Paulo: Brasiliense, 1983.
  • Turbilhão e Semente: ensaios sobre Dostoiévski e Bakhtin
  • Os escombros e o mito: a cultura e o fim da União Soviética. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 306p. (Cultura e Civilização)
  • Tradução: Ato Desmedido - São Paulo: Perspectiva, 2011. 214p. (Debates) - (Tradução)



Em Tradução, Ato desmedido, Schnaiderman nos escreve um pouco de sua trajetória como tradutor e lança algumas reflexões sobre a tradução de obras russas. Tive o prazer de resenhar este livro. Disponível aqui.

Com certeza um grande nome da tradução no Brasil no século XX e XXI, além de grande especialista da cultura russa.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Filinto de Almeida também era tradutor


Francisco Filinto de Almeida, mais conhecido como Filinto de Almeida, foi poeta e destacou-se no meio literário e também jornalístico. Português de nascimento, mas naturalizado brasileiro, fez parte da Academia Brasileira de Letras.

Foi esposo de Júlia Lopes de Almeida e utilizava diversos pseudônimos: Filindal, Chico Férula, A., A. Bomtempo, A. Julinto (com Júlia Lopes de Almeida), Munícipe Urbano, João da Luz, Justo Leal, P. Talma e Zé Bananal.

Colaborou junto com Júlia Lopes para o Jornal do Comércio com o folhetim A casa verde. É conhecido, especialmente, por sua última obra Cantos e cantigas (1915), coletânea poética.

Poucos sabem que Filinto de Almeida foi igualmente tradutor. E suas traduções ainda são inéditas. Traduziu, em particular, com colaboração de Valetim Magalhães, o teatro do escritor espanhol José Echegaray y Eizaguirre (No seio da morte, Lo que no puede decirse, Amostra de uma Sogra). E é também de sua lavra uma versão da ópera Cavalleria rusticana de Pietro Mascagni.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Cadê as traduções de Modesto de Abreu ?



Modesto de Abreu (1901-1996) foi jornalista, professor, cronista, autor didático e tradutor. Colaborou para diversos periódicos e foi diretor de inúmeras instituições. Foi doutor em filosofia pela faculdade de Filosofia do do Rio de Janeiro e pertenceu a diversas academias de letras. Escreveu muitas peças de teatro e é extramente lembrado por seu texto sobre o primeiro centenário do teatro no Brasil, publicado no Jornal do Brasil em 1938.

Infelizmente, ainda não se conseguiu localizar nenhuma de suas traduções. Todavia, pelo gabarito de sua pessoa, pode-se inferir que traduziu bastante. Seria de grande valia se alguém pesquisasse sobre elas para sabermos o quê, de fato, traduziu e que autores traduziu.

Fica aí a dica de uma boa pesquisa.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Pepa Martins de Abreu, tradutora portuguesa no Brasil


Pepa Martins de Abreu  Melo Vieira (1890-1962), foi atriz, escritora e jornalista. Usou o nome artístico de Pepita de Abreu. Nasceu em Lisboa, mas veio para o Rio de Janeiro em 1919 no elenco da Companhia Maria Matos e aqui ficou até 1946.
No Rio de Janeiro, foi redatora das publicações do Jornal do ComércioBoa Noite. Escreveu para as revistas Boa Tarde e Mato de Arlequim e traduziu as comédias francesas Asas Partidas e Missa do Galo, representadas no Rio de Janeiro. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Érico Veríssimo, tradutor

Érico Veríssimo (1905-1975) é muito conhecido no Brasil por sua obra literária, mas ele foi igualmente editor e tradutor.
Existem alguns trabalhos muito interessantes para quem quiser conhecer melhor essa faceta desse escritor brasileiro:

O livro Waldermar Torres intitulado Érico Veríssimo, editor e tradutor: viagem através da literatura








A tese de doutorado de Paula Godói Arbex, Erico Veríssimo, tradutor
A dissertação de mestrado de Cleide Antônia Rapucci, A reescritura de Katherine Mansfield por Érico Veríssimo: análise descritiva da tradução para o português de Bliss & other stories, disponível aqui.
Outra dissertação de mestrado de Sheila Maria Tabosa Silva Souto, Tradução no contexto da Era Vargas: Erico Veríssimo, tradutor de Aldous Huxley, disponível aqui.


e os artigos:



Érico Veríssimo eo fantasma da tradução de Paula Arbex, disponível aqui.

Editor Érico Veríssimo e a produção editorial da Globo de Marília de Araújo Barcellos, disponível aqui.

Boa leitura!



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Alvaro Hattnher traduzindo a negritude

Já havia mencionado em postagens anteiores sobre a questão de tradução de autores negros no Brasil, bem como de Literatura Negra ( aquiaqui e aqui).
Hoje, deixo mais algumas referências de análises historiográficas e estéticas feitas pelo professor Alvaro Hattnher a respeito das traduções de autores afro-americanos traduzidos ou "imitados" no Brasil:


A poesia negra na literatura afro-brasileira: exercícios de definição e algumas possibilidades de investigação. disponível aqui.

Contrapontos da negritude: vozes afro-brasileiras e afro-americanas em diálogo.

Presença de autores afro-americanos no Brasil: As traduções. disponível aqui.

Langston Hughes no Brasil: As traduções.

O que fica bem claro até o presente momento é que a estética mais difundida e mais traduzida de autoria negra no Brasil ainda é a norte-americana. 
Há ainda muitas traduções de autores negros a serem feitas para suprir o que considero como preconceito de tradução enraizado na historiografia brasileira.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A tradução na década de (19)40

Para quem se interessa sobre a tradução na década de 1940, eis um texto bastante esclarecedor de Maria Clara Castellões de Oliveira "A cleptomania do tradutor: a tradução no Brasil na década de 40 do século XX" disponível aqui.

Deixo o resumo abaixo para os interessados:

Este trabalho tem por objetivo avaliar resultados de pesquisas desenvolvidas no âmbito do projeto “Traduções Literárias: Jogos de Poder entre Culturas Assimétricas” em torno da prática da tradução por escritores brasileiros durante a ditadura civil que vigorou no Brasil nas décadas de 30 e 40 do século XX. Para tanto, serão analisadas as listas de traduções trazidas a lume por escritores-tradutores e as críticas de traduções realizadas por Agenor Soares de Moura e publicadas no Diário de Notícias, de Porto Alegre, entre 1944 e 1946. Parte-se do princípio de que, nesse momento, tais escritores-tradutores, em função de prescrições de seu entorno e dos relacionamentos estabelecidos pelo governo brasileiro em um contexto mundial, agiram de forma semelhante à do tradutor cleptomaníaco que dá nome a um conto do escritor húngaro Dezsö Kosztolányi (1996).

Boa leitura!

domingo, 22 de março de 2015

A tradução de livros eróticos no século XIX

Se é verdade que a literatura traduzida teve seu espaço garantido nos folhetins do século XIX, outra literatura também surgiu à época: a literatura para homens. Esses livros se proliferam da década de 70 em diante, começando por traduções de livros eróticos clássicos da Europa como Teresa Filósofa e Miss Fanny até dá impulso a uma produção nacional, originando também um outro tipo de relação tradutória: a imagem e a palavra em traduzida.

Mais informações sobre este assunto pode ser encontradas no livro Páginas de Sensação de Alessandra El Far.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tradução/Localização de Games no Brasil

O mercado de games no Brasil cresce a cada ano. Em sua maioria, eles são produzidos no exterior e chegam ao Brasil. Todavia, eles precisam passar pelas mãos do tradutor/localizador para tornar o game acessível àqueles que o querem usurfruí-lo em língua vernácula e no Brasil.

A respeito deste mercado e deste tipo de tradução, eis alguns artigos e pessoas que pensaram sobre o assunto:

Primeiramente, a edição especial de 2013 da revista In-traduções sobre "Games e Tradução" :

Editorial

Apresentação
Cristiane Denise Vidal, Viviane Maria Heberle

Artigos

A Localização de Games no Brasil – Um ponto de vista prático
Bruna Luizi Coletti, Lennon Motta

Magic The Gathering sob a ótica da Gramática Visual
Meggie Fornazari

Emulação e emuladores:de Aristóteles ao Atari 2600
Roberto Mário Schramm Jr

Venuti e os Videogames: o conceito de domesticação/estrangeirização aplicado à localização de games
Ricardo Vinicius Ferraz de Souza 


Depois disso, temos o dossiê dedicado a esse tema da revista Cadernos de Tradução em 2014:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Não é de Victor Hugo !

O poema "Desejo" não é de Victor Hugo, mas circula na internet em francês e em português como se fosse.
Originalmente ele é nomeado "Os votos" de autoria do poeta gaúcho Sergio Jockymann, publicado em 1980 no Jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre-RS.

Eis o poema em Português e sua versão para o francês:


OS VOTOS

Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil,
Mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,
E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,
não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,
nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã,
que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
e que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão
e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda tenham amor para recomeçar.
E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar.

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Je te souhaite… (infelizmente não sei quem foi o tradutor.)


Je te souhaite d'abord que tu aimes
Et qu'en aimant, tu sois à ton tour aimé.
Et, si ce n'est pas le cas, que tu puisses vite oublier
Et qu’après avoir oublié, tu ne gardes aucune rancune.
Je ne souhaite pas que cela en soit ainsi, mais si c’est le cas
Que tu saches « être » sans désespérer.

Je te souhaite aussi que tu aies des amis,
Et même s'ils sont mauvais et inconséquents,
Qu'ils soient vaillants et fidèles.
Et qu’entre eux, il y ait au moins un,
À qui tu puisses te confier sans crainte.
Et parce que la vie est ainsi faite,

Je te souhaite aussi que tu aies des ennemis.
Ni trop, ni trop peu, juste la bonne mesure, pour que parfois,
Tu puisses questionner tes propres certitudes.
Et que parmi eux, il y ait au moins un qui soit juste,
Pour que tu ne te sentes pas trop sûr de toi...

Je te souhaite aussi que tu sois utile,
Mais point irremplaçable. Et que dans les mauvais moments,
Quand il ne te restera plus rien,
Que cette utilité t’aide à te maintenir debout.
De la même manière, je te souhaite aussi que tu sois tolérant.
Pas avec ceux qui se trompent peu, parce que cela est facile,
Sinon avec ceux qui se trompent beaucoup et inévitablement.
Et que faisant bon usage de cette tolérance,
Que tu serves d’exemple à d’autres.

Je te souhaite qu’étant jeune, tu ne mûrisses point trop vite
Et qu’une fois mûr, que tu n’insistes pas à rajeunir,
Et qu’étant vieux, que tu ne te laisses pas au désespoir.
Parce que chaque âge à son plaisir et sa douleur
Et il est nécessaire de les laisser couler entre nous.

Je te souhaite de ce pas, que tu sois triste.
Pas toute l’année sinon à peine un jour.
Mais que ce jour, tu découvres que le rire journalier est bon,
Que le rire habituel est ennuyeux et que le rire constant est malsain.

Je te souhaite que tu découvres, urgemment, au-delà et malgré tout,
Qu’il existe et t’entourent des êtres opprimés,
Traités avec injustice et des personnes malheureuses.

Je te souhaite que tu caresses un chat,
Que tu donnes à manger à un oiseau
Et que tu écoutes le chardonneret se dresser
Triomphant avec son chant matinal,
Parce que de cette manière, tu pourras te sentir bien pour un rien.

Je souhaites que tu plantes une graine,
Pour plus petite qu’elle soit et que tu l’accompagne dans sa croissance.
Pour que tu puisses découvrir de combien de vies est fait un arbre.

Je te souhaite en plus que tu aies de l’argent,
Parce qu’il est nécessaire d’être pratique.
Et qu’au moins une fois par an,
Tu mettes une partie de cet argent devant toi
Et que tu dises "Ceci est à moi",
Seulement pour tirer au clair qui est maître de qui.

Je te souhaite qu’aucun de tes affectionnés ne meurt.
Mais si l’un d’eux arrive à mourir, que tu puisses pleurer
Sans te lamenter et souffrir sans te sentir coupable.

Je te souhaite enfin qu’étant homme, tu aies une bonne femme.
Et qu’étant femme, tu aies un bon mari.
Demain et après-demain et quand vous soyez épuisés et souriants,
Que vous puissiez parler d’amour pour recommencer.
Et si toutes ces choses viennent à t’arriver,
Je n’ai plus rien d’autre à te souhaiter…


Uma simples análise do poema em francês comprova que ele não é de Victor Hugo pela simples ausência do verso alexandrino, característica própria do escritor francês no que se refere à poesia.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Autotradutores Brasileiros (Alguns casos)

A autotradução se refere ao autor que verte sua própria obra para outra língua que não é sua língua materna. No Brasil, ainda são poucos os casos estudados. Eis os mais conhecidos: 

João Ubaldo Ribeiro



O autor é famoso por verter seus próprios romances para o inglês. Maria Alice Gonçavez Antunes escreveu sobre este fato no livro O respeito pelo original.

Raul Seixas



O cantor e compositor é famoso por suas obras em língua vernácula, mas poucos sabem que ele vertia suas próprias canções para o inglês, além de fazer versões de obras de compositores famosos. (Pistas sobre o assunto são dadas aqui neste reportagem.)

Paulo Henriques Britto



O autor escreve poemas em inglês e português e os verte do inglês para o português e vice-versa. Há um artigo interessante do próprio Paulo Heriques Britto com o título “LOREM IPSUM”: uma autotradução poética" disponível aqui.

É possível que haja outros casos de autotradutores brasileiros além dos citados aqui nesta postagem.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

José Paulo Paes - Tradutor



Apesar de ter estudado química industrial, José Paulo Paes é conhecido como poeta, ensaísta, crítico literário e tradutor.

Foi tradutor de diversas línguas recebendo em 1989 do presidente da Grécia a Cruz de Ouro da Ordem de Honras por suas traduções do grego antigo e moderno.

Tem vários artigos sobre teoria da tradução e alguns livros também tais como:

Tradução, a Ponte Necessária: Aspectos e Problemas da Arte de Traduzir - 1990



Aventura Literária - 1990
  


Transleituras - 1995




Os Perigos da Poesia - 1997


Uma grande contribuição seria a junção de todos os artigos de José Paulo Paes sobre tradução publicados em jornais e revistas. Quem quiser contribuir para isso, entre em contato.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tradução e Literatura Negra no Brasil

Para quem não sabe, a Literatura Negra é “a presença de uma articulação entre textos, determinada por um certo modo negro de ver e sentir o mundo, e a utilização de uma linguagem marcada, tanto no nível do vacabulário quanto no dos símbolos, pelo empenho em resgatar uma memória negra esquecida legitimam uma escrita negra vocacionada a proceder a desconstrução do mundo nomeado pelo branco e a erigir sua própria cosmogonia. Logo, uma literatura cujos valores fundadores repousam sobre a ruptura com contratos de fala e de escritura ditados pelo mundo branco e sobre a busca de novas formas de expressão dentro do contexto literário brasileiro”(Introdução à Literatura Negra, Zilá Bern, 1988, p.22).

Logo, como traduzir tudo isso que é a Literatura Negra?

Algumas respostas e apontamentos podem ser vistos no artigo Traduzir a Negritude: desafio para os Estudos de Tradução na Contemporaneidade de Maria Aparecida Andrade Salgueiro, um texto interessantíssimo sobre os Estudos de Tradução e a Literatura Negra no Brasil.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Rosemary Arrojo

Talvez um dos grandes nomes brasileiros conhecidos nacionalmente e internacionalmente, que fez escola no Brasil, seja o de Rosimary Arrojo. 
Autora de inúmero artigos, também foi professora da Unicamp e orientou inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutorado.
É regularmente relembrada por 3 livros ainda hoje lidos nos cursos de tradução e utilizados em muitas de nossas teses e dissertações:

Oficina de Tradução


O Signo Desconstruído: Implicações Para A Tradução, A Leitura e O Ensino



Tradução, Desconstrução e Psicanálise



Os trabalhos da autora se concentravam sobretudo nos temas: Jorge Luís Borges, João Guimarães Rosa, desconstrucão, labirinto.
Sem dúvida alguma, um orgulho para a teoria da tradução brasileira. 
Vale a pena ler os escrito desta mulher!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Delton de Mattos - um pioneiro dos Estudos de Tradução


Atuou na universidade de Brasília como o pioneiro na formação do curso de Letras-Tradução. Todavia, ele é memorável por ter sido sua a iniciativa da publicação de 3 livros sobre tradutologia (talvez, a época da publicação, conceito ainda inexistente no Brasil):
  • Delton de Mattos (org.), A formação do tradutor em nível universitário. Horizonte, 1980.
  • Delton de Mattos (org..), Cultura e tradutologia. Thesaurus, 1983.
  • Delton de Mattos (org.), Estudos de tradutologia. Kontakt, 1981.

Somente pelos títulos do livros organizados podemos imaginar o quanto à época eles eram inovadores para a área de Letras e para os Estudos de Tradução.
Provavelmente, devem existir outros artigos e textos sobre o assunto de autoria de Delton Mattos. Uma pesquisa mais profunda sobre sua contribuição para os Estudos de Tradução no Brasil seria bem vinda.