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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O tradutor José de Anchieta

Para quem se interessa sobre José de Anchieta como tradutor, aconselho a leitura do artigo de Paulo Edson Alves Filho intitulado As traduções do jesuíta José de Anchieta para o tupi no Brasil colonial disponível aqui.
Percebe-se neste artigo como José de Anchieta criou o primeiro paradigma da História da Tradução brasileira: a tradução-redução. Na busca por equivalentes e correspondentes em língua tupi, Anchieta reduz os símbolos religiosos católicos em símbolos aproximativos da cosmologia indíginea, já que nesta as ideias de pecado, deus, confissão, dentre outras não existe.
Vale a pena ler!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

José de Ancheita, primeiro autotradutor do Brasil?


Benedito Calixto, Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu, 1920.

Que José de Anchieta era tradutor, isso já é sabido por todos. Como bem ensina a História Literária, Anchieta escrevia peças em Tupi para serem apresentadas aos índios a fim de catequizá-los; todavia, o público português, em especial as crianças portuguesas da colônia, também assistiam a essas dramatizações o que indicava na feitura de um orignal e de uma tradução que nascia quase que instantaneamente uma da outra ou vice-versa.

Logo, já em 1500, Anchieta praticava o que contemporaneamente podemos denominar autotradução. José de Anchieta, portanto, pode ser considerado como nosso primeiro autotradutor na história da tradução brasileira.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Impactos da tradução escrita no século XIX

Hoje, foi publicado um artigo meu sobre a História da Tradução no século XIX brasileiro. Eis o resumo do artigo:

O presente trabalho visa mostrar os impactos da tradução escrita na sociedade brasileira oitocentista apontando as histórias de alguns domínios da tradução deste período. Evocar-se-á os campos/esferas da tradução em determinados contextos sociais brasileiros, a personalidade de alguns tradutores, bem como sua importância e a de algumas obras traduzidas. Propõe-se a construção da historiografia da tradução no Oitocentos por tipos de tradução e sua pertinência para a época.


Ele está disponível aqui na Tradução em Revista e aqui no meu academia.eu.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Consigli a mia figlia

Os autotradutores no Brasil não é um assunto novo. Esses dias lendo um pouco mais sobre Nísia Floresta, descobrimos que ela também foi autotradutora. 
Em 1842, a feminista brasileira escreve Conselhos à Minha filha e durante sua estadia, em 1858, na Itália, ela o traduz para a língua italiana.
“Consigli a Mia Figlia” é recomendado pelo bispo de Mandovi para uso nas escolas de Piemonte. E em 1859, ele é publicado em francês Conseils à ma Fille traduzido por Bray de Brayer.
Ficamos curiosos em saber como teria sido essa autotradução. Mais um estudo a ser feito.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Autotradutores Brasileiros (Alguns casos)

A autotradução se refere ao autor que verte sua própria obra para outra língua que não é sua língua materna. No Brasil, ainda são poucos os casos estudados. Eis os mais conhecidos: 

João Ubaldo Ribeiro



O autor é famoso por verter seus próprios romances para o inglês. Maria Alice Gonçavez Antunes escreveu sobre este fato no livro O respeito pelo original.

Raul Seixas



O cantor e compositor é famoso por suas obras em língua vernácula, mas poucos sabem que ele vertia suas próprias canções para o inglês, além de fazer versões de obras de compositores famosos. (Pistas sobre o assunto são dadas aqui neste reportagem.)

Paulo Henriques Britto



O autor escreve poemas em inglês e português e os verte do inglês para o português e vice-versa. Há um artigo interessante do próprio Paulo Heriques Britto com o título “LOREM IPSUM”: uma autotradução poética" disponível aqui.

É possível que haja outros casos de autotradutores brasileiros além dos citados aqui nesta postagem.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ana Maria Machado Autotradutora?

O livro From Another World de Ana Maria Machado foi traduzido por Luísa Beata, a filha da autora. Devido à autora (que também é tradutora profissional) estar por perto e sempre ter acompanhado a tradução da filha considera-se que essa foi a única e ou talvez a primeira autotradução de Ana Maria Machado até o momento.



Para Verena Jung,  que estuda a autotradução não-literária, um dos tipos de autotradução é condicionada à execução da tarefa, podendo o tradutor ter a colaboração de outro tradutor profissional. Caso este que se encaixa na problemática de Do outro mundo de Ana Maria Machado.

Um artigo e uma dissertação discutem este caso interessante:

Aqui A decisão de Traduzir o próprio texto, motivações e consequências: um breve estudo dos casos dos escritores brasileiros Ana maria Machado e João Ubaldo Ribeiro de Maria Alice Antunes e Bianca Walsh.
Aqui A ação dos componentes da patronagem sobre a literatura infanto-juvenil brasileira: o efeito sobre a tradução de Do outro mundo de Ana Maria Machado