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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Por uma História da Tradução Técnico-Científica no Brasil do Século XVI ao XIX

Acaba de ser publicado mais um texto a respeito da tradução técnico-científica no Brasil, disponível aqui.
O texto é panorâmico e tenta apresentar algumas visões meto-críticas desse tipo de História no Brasil. Ele faz parte do livro Discussões contemporâneas sobre os Estudos de Tradução: Reflexões e desenvolvimentos a partir do IV Encontro Nacional Cultura e Tradução, organizado por Daniel Antonio de Sousa Alves e Sinara de Oliveira Branco.




Boa leitura!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

História da Tradução no A World Atlas of Translation






 
A mais recente publicação da editora John Benjamins Publishing Company, A World Atlas of Translation traz o capítulo "The history of translation in Brazil through the centuries: In search of a tradition" dedicado à História da Tradução no Brasil e, consequentemente, à tradição da tradução no Brasil. Aos interessados, o capítulo está disponível para leitura aqui.

sábado, 28 de julho de 2018

O intérprete negro na História da tradução brasileira

Acaba de ser publicado um artigo inteiramente dedicado à história dos intérpretes da diáspora negra no Brasil.

Eis o resumo:

O presente ensaio é um esboço da história dos intérpretes negros no Brasil, segundo três movimentos: o primeiro delineia a tradição africana na Idade Moderna; o segundo explora a concepção de intérprete no Império português, e o terceiro mapeia o ofício de intérprete exercido por negros no Brasil Colônia e no Brasil Império. Trata-se de um recorte historiográfico socioétnico que investiga a formação de identidade de intérpretes negros no tempo e no espaço. 

O artigo pode ser encontrado aqui sobre o título de "O intérprete negro na História da tradução oral: da tradição africana ao colonialismo português no Brasil".

Vale a pena conferir!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Nathalia, uma intérprete amazônica

A história da índia Nathalia, que o padre João Felipe Bettendorff, catequista presente na Amazônia no século XVII, relata em um de seus atos de conversão/condenação dos indígenas, é interessante por dois aspectos: traz uma mulher indígena que não serve somente como biological go-between(isto é, para reproduzir mestiços: Metcalf, 2008), mas como linguistic go-between; e o fato dessa mulher intérpretre ser mais confiável que o índio homem intérprete, confiável a ponto de suas intermediações linguísticas servirem para a decretação de penas de morte. Nas palavras do padre,
(...) e para que se não faça reparo na verdade e sinceridade da intérprete chamadaNathalia, saiba-se que era filha de um dos maiores principais da nação dos Maraunizese irmã uterina do principal Guacaziri, da aldeia Chipiri, mulher de idade, sisuda ediscreta entre seus e os brancos, cuja língua sabia mui bem como doméstica da casa docapitão-mor Manoel Guedes, o qual a tinha concedido para serviço de Deus e d’El ReiNosso Senhor, para poderem seguramente tratar por via dela o capitão-mor Antônio deAlbuquerque e mais ministros os negócios do cabo do Norte, e procederem, até darsentença de morte, fundados na lealdade com que servia de língua para tudo (Bettendorff, 1990, 434)

Nathalia é uma mulher indígena aparentada a importantes chefes e que foi obrigada a se tornar intérprete, escravizada e forçada a aprender a língua dos brancos, tornando-se intermediária linguística em delicadas negociações, o que possibilitou certamente sua confiabilidade diante dos sacerdotes da Igreja. Trata-se de um dos raríssimos intérpretes amazônicos que teve seu nome registrado. Entretanto, seu caso é a exceção que confirma a regra, pois a desconfiança e a suspeita sempre assombraram os colonos europeus que precisavam de intérpretes para exercer seu domínio sobre as terras e os povos conquistados.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A Fantástica História (Ainda Não Contada) da Tradução no Brasil



Acaba de ser lançando um livro muito inspirador para os adirmiradores do ofício de traduzir/interpretar das autoras Damiana Rosa de Oliveira e Andreia de Jesus Cintas Vazquez.




O livro é construído numa linguagem fácil e acessível para grande público. Para os iniciantes em história da tradução, o livro traz muitos fatos curiosos. Já para os não-leigos, o livro traz nomes de tradutores, e, especialmente de tradutoras que merecem aprofundamento dos futuros pesquisadores da área.

Aconselho a leitura!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

História dos Intérpretes ( do século XVI ao XIX)

Para quem se interessar acaba de ser publicado o artigo "Os intérpretes e a formação do Brasil: os quatro primeiros séculos de uma história esquecida" de Dennys Silva-Reis e Marcos Bagno sobre a história da tradução oral. 
Eis o resumo do texto:
A formação histórica do Brasil muito deveu ao trabalho indispensável dos intérpretes desde o chamado “descobrimento” até bem avançado o século XIX. Neste artigo, destacamos a necessidade de conceder maior visibilidade aos intérpretes e à sua contribuição para a história cultural e linguística do Brasil, de modo que se comece a traçar um retrato mais fidedigno das complexas relações entre línguas, povos e culturas que caracterizaram os quatro primeiros séculos dessa história. Para tanto, destacamos o papel desses agentes culturais para uma reescrita da história da tradução no Brasil. Estes que permanecem marginalizados ou mesmo invisíveis na historiografia geral se tornam aqui agentes primordiais para a formação histórica do Brasil em todas as suas etapas.

O texto está disponível aqui.

Boa leitura à todos !

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Francisco Félix de Sousa - Chachá I


Francisco Félix de Sousa (1754 - 1849),  foi um dos grandes traficantes de escravos entre a África e o Brasil. Com descendência negra e indígena, é conhecido também por ser um dos grandes intérpretes do período colonial no Brasil. Tinha facilidade em aprender línguas e, provavelmente, sabia, além de línguas europeias, algumas línguas africanas. É uma personalidade extremanete cultuada no Benim por originar a comunidade brasiliera do país - os agudás - que os chamam de Chachá I.
Para os interessados em saber mais sobre sua história, aconselho a leitura de sua biografia Francisco Félix de Souza, mercador de escravos, do historiador brasileiro Alberto da Costa e Silva.