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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Estudos da Interpretação - pesquisas recentes

Vale a pena conferir os dois último números de Tradução em Revista sobre Estudos da Interpretação no Brasil.



                     O número 23 é dedicado à pesquisa e formação de intérpretes no Brasil.



O número 24 é dedicado à historiografia e às modalidades de interpretação.

Ambos os número foram organizados por Raffaella de Filippis Quental, Christiano Sanches do Valle Silva e Denise de Vasconcelos Araujo.

Bastante interessantes para os pesquisadores brasileiros em Estudos da Interpretação. 
Parabéns aos editores!!!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Historiografia da tradução: tempo e espaço social







Historiografia da Tradução: Tempo e Espaço Social,
livro organizado por Germana Henriques Pereira e Thiago André Veríssimo traz uma coletânea de artigos a respeito da História da Tradução no Brasil.
Os capítulos de Cristina Carneiro Rodrigues ("Republicação de traduções: o caso da coleção Reconquista do Brasil") e Marlova Aseff ("Pablo Neruda e a Tradução de poesia Hispano-americana no Brasil") são ótimos exemplos de pesquisas em fontes históricas. Traz detalhes da pesquisa, bem como resultados a partir da materialidade e da interpretação histórica.
Outro capítulo que chama atenção é o escrito por Lia Miranda (Os livros infantis que não traduzimos: a literatura estadunidense e Hispano-americana no catálogo The White Ravens (1993-2007)) em que a história contemporânea das traduções para o público infantil são abordadas com dados estatísticos e sociais.
Vale a pena conferir!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Paratextos de tradutores



Marcia A. P. Martinse Andréia Guerini acabaram de lançar um livro com textos de tradutores na história do Brasil.
O livro intitula-se 

PALAVRA DE TRADUTOR 
Reflexões sobre tradução por tradutores brasileiros


O intuito do livro está descrito na contracapa da seguinte forma:
Este livro reúne reexões acerca de concepções de tradu-ção e do fazer tradutório a partir do ponto de vista de diferentes tradutores brasileiros. São reexões não siste-matizadas, produzidas em momentos históricos diferen-tes, que cobrem um arco temporal de mais de duzentos anos, do nal do século XVIII até os nossos dias. São paratextos e metatextos escritos por tradutores, homens e mulheres, que emolduram abordagens de gêneros textuais diversos: do texto técnico-cientíco ao de cção, passando pela literatura infantojuvenil, pela poesia épica e lírica e pelo drama. 

Vale muito a pena ler sobre a tradição de tradutores e o que eles escreveram sobre tradução.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Índia Vanuíre, uma intérprete indígena do século XIX


Em recentes pesquisas sobre intérpretes mulheres cheguei ao nome de Índia Vanuíre, poucas informações encontrei sobre seu paradeiro. Porém, um museu é dedicado a ela e na página do site está descrito a seguinte mensagem:


"No início do século XX, a marcha do café para o oeste de São Paulo trouxe consequências violentas para os Kaingang que ocupavam esse território. Ocorriam constantes chacinas de aldeias inteiras e grande divulgação negativa dos Kaingang por meio da imprensa, com o objetivo de desvalorização das terras dominadas pelos indígenas, para posterior valorização para aqueles que as compraram. O extermínio não se completou graças à ação do SPI – Serviço de Proteção aos Índios.

Desde então, a índia Vanuíre faz parte do imaginário da população da região, sendo considerada uma heroína. De acordo com a lenda, Vanuíre subia em um jequitibá de dez metros de altura, onde permanecia do nascer do dia ao cair da tarde entoando cânticos de paz.

De fato, Vanuíre foi uma Kaingang trazida do Paraná pelo SPI, como estratégia de atração dos Kaingang da região para que fossem aldeados. Assim, ela atuou como intérprete, como outros. Ela simboliza o fim dos conflitos, em 1912, que resultou no aldeamento dos Kaingang em duas áreas restritas, hoje as Terras Indígenas Vanuíre e Icatu, localizadas respectivamente em Arco-Íris e Braúna (SP). A índia Vanuíre faleceu em 1918 em Icatu, onde viveu seus últimos dias.

Vanuíre é considerada por muitos como a grande “pacificadora”, imagem que o museu quer desconstruir, pois reforça a visão negativa dos Kaingang implantada há um século. O museu respeita o simbolismo que envolve essa personagem, mas atua critica e historicamente."


Como se pode ver, há apenas o elemento de que ela foi intérprete e elo importante de pacificação. Seria interessante se achassemos mais informações sobre essa intéprete pouco conhecida.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Rio Babel






Uma obra importantíssima sobre a história da interpretação e também das línguas no norte brasileiro é o livro Rio Babel: a história das línguas na Amazônia de José Ribamar Bessa Freire.
Este texto traz importantes informações da propagação da língua portuguesa na Amazônia Brasileira, bem como nos fornece importantes dados a respeito da tradução oral na região contemplando um quadro temporal desde 1500 até o século XX.

Vale a pena ler!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Versão brasileira de Irene Hirsch





Um dos trabalhos primoroso de historiografia da tradução no Brasil é sem dúvidas Versão Brasileira: traduções de autores de ficção em prosa norte-americanos do século XIX de Irene Hirsch.
O livro aborda a tradução de best-sellers norte-americanos traduzidos no século XX no Brasil, além de analisar como e por quem eram feitas tais traduções.
Para quem está iniciando as pesquisas em historiografia da tradução, este livro sem dúvida ensina muito.
Boa leitura!

quarta-feira, 18 de março de 2015

A profissão de intérprete em Aracaju -SE

Um artigo super interessante sobre a profissão de intérprete e sua regulação sem Aracaju faz uma retomada historiográfica interessante desta profissão.
Ele pode ser encontrado aqui com o título TRADUTOR PÚBLICO E INTÉRPRETE COMERCIAL: PROFISSÕES EM ARACAJU-SE.

Boa Leitura a todos!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Sobre a História da Tradução Literária no Brasil (Algumas referências)

Muitas são as referências sobre a História da Tradução Literária no Brasil. Este é um dos campos da historiografia mais desenvolvidos aqui no Brasil em detrimento de tantos outros. Todavia, tem a mesma importância  que os outros campos de estudo.

Eis algumas referências sobre este assunto:

Tradução - Teoria e prática de John Milton



Especialmente o capítulo "A tradução da teoria literária no Brasil".

Agents of Translation de John Milton e Paul Bandia



Em particular o artigo "The role of Haroldo de Campos in bringing translation to the fore of literary activity in Brazil" de autoria de Thelma Médici Nóbrega e John Milton

Tradução - a ponte necessária de José Paulo Paes



Notadamente o capítulo "A tradução literária no Brasil".


O Clube do livro e a tradução de John Milton



Traduzir o poema de Álvaro Faleiros



Sobretudo o capítulo intitulado "Abordagens da tradução Poética (e suas práticas brasileiras)"

Tradução e Multidisciplinariedade de Márcia Martins



Principalmente os artigos "Uma perspectiva multidisciplinar da Tradução no Brasil" de Lia Wyler e "Tradução e literatura: os folhetins traduzidos e a introdução da obra de ficção em  prosa" de Ofir Bergemann de Aguiar.

Versão Brasileira - traduções de autores da ficção em prosa norte-americanos do século XIX de Irene Hirsch




Boas leituras !

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Paulo Rónai



Paulo Rónai foi professor de francês e de latim no colégio D. Pedro II do Rio de Janeiro, mas também ensaísta, crítico e tradutor.

Seu trabalho como tradutor é memorável porque além de traduzir deixou muitos escritos sobre seu ato de traduzir o que significa uma grande contribuição para a historiografia e história da tradução no Brasil.

Sua obra e vida são contados na tese O tradutor Paulo Ronai : o desejo da tradução e do traduzir de Marileide Dias Esqueda disponível aqui.

Entre suas principais obras sobre tradução citamos aqui algumas:


A tradução vivida. 
Babel & Antibabel; ou o problema das línguas universais. 
Como aprendi o português e outras aventuras. 
Encontros com o Brasil. 
Escola de tradutores. 
Guia Prático da tradução francesa. 
Homens contra Babel (passado, presente e futuro das línguas artificiais). 
Pois é: ensaios.


Vale a pena ler esse legado trdutório nos deixado por Paulo Rónai !

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Reflexões sobre a interpretação no Brasil (Alguns trabalhos)

Muito se fala sobre Teoria da Tradução no Brasil, em sua maioria ela é feita com base na tradução escrita, todavia, podemos encontrar algumas reflexões sobre a Interpretação no Brasil. Eis algumas:

aqui Teoria interpretativa da tradução e teoria dos modelos dos esforços na interpretação: proposições fundamentais e inter-relações de Evandro Lisboa Freire.
aqui Interpretação simultânea: a linguística de Corpus na preparação do intérprete de Carla Cynira Lima Nejm
aqui A Interpretação de conferências no Brasil: história de sua prática profissional e a formação de intérpretes brasileiros de Reynaldo José Pagura.

Há também todo um dossiê da Revista Tradterm dedicado ao assunto com os seguinte artigos:

Competência em interpretação - um breve estudo da interpretação em língua B
Patrícia Gimenez Camargo

Comportamentos e atitudes essenciais na interpretação de acompanhamento: A perspectiva dos clientes
Milton L. Torres, Josiane da Silva

Poder e fidelidade na interpretação
Christiano Sanches do Valle Silva

O desenvolvimento histórico da interpretação de línguas indígenas brasileiras e o seu papel no contexto atual
Maíra Monteiro Pinheiro

Formação de intérpretes: a consecutiva como base da simultânea
Reynaldo José Pagura

Tradução oral à Prima Vista: Pesquisa discente e implicações para a formação de intérpretes
Glória Regina Loreto Sampaio

Seleções naturais: as regularidades observadas num caso de interpretação acadêmica ad hoc sem treinamento
William F. Hanes

Desafios para a construção de um corpus de aprendizes de Interpretação Simultânea
Luciana Latarini Ginezi

Panorama da interpretação em contextos médicos no Brasil: perspectivas
Mylene Queiroz

Interpretação comunitária, direitos humanos e assistência social: proposta de política pública no contexto brasileiro
Daniella Avelaneda Origuela

Gesto, Oralidade, Escritura e Tradução: A emergência das línguas de sinais e o primado fonológico dos estudos linguísticos.
Roberto Mário Schramm Jr.

Além disso, há também o livro Sua majestade, o intérprete de Ewandro Magalhães Jr. que relata seu testemunho como intérprete.



Espero que este material seja de bom proveito aos leitores interessados.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Historiografia da Tradução Oral ou Interpretação no Brasil - livros para iniciantes

São poucos os livros sobre História da Tradução escrita no Brasil e sobre a História da Tradução oral no Brasil, eles são, praticamente, inexistentes. O que podemos encontrar para estudar tal assunto são capítulos de livros, poucas teses de doutorado, algumas dissertações  e alguns artigos. Todos com pouquíssimo desenvolvimento do tema. A maioria recorrem ao livro de Lia Wyler e se dão por satisfeitos, indicando que tal objeto de estudo ainda precisa ser melhor pesquisado e refletido no Brasil.
Para os iniciantes na História da Tradução oral ou interpretação, eis duas indicações livros fundamentais:

A arte da interpretação simultânea, intermitente e consecutiva de Ana Maria de Moura Schäffer e Milton L. Torres




Línguas, Poetas e Bacharéis - Uma Crônica da Tradução no Brasil de Lia Wyler

Boa leitura a todos !