sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Testemunha Ocular: O uso de imagens como evidência histórica

Para todos os interessados em estudar Iconografia da Tradução, recomendo muitíssimo a leitura do livro Testemunha Ocular: O uso de imagens como evidência histórica de Peter Burker. O campo da iconografia é um dos campos dos Estudos de Tradução ainda muito incipiente no Brasil e sem muitos estudos de caso.


Resumo da obra tirado do site da editora:

Em Testemunha ocular, Peter Burke mostra ao público a importância da leitura das imagens como fontes históricas – assim como se faz com os próprios documentos escritos. Ao percorrer o mundo das artes, o autor discorre sobre as dificuldades de se interpretar as obras de um ponto de vista histórico, alertando para as inúmeras armadilhas que um leitor pouco atento ao contexto dessas imagens poderia ser vítima. Ainda que dialogue com historiadores da arte como Hauser, Gombrich e Panofsky, este livro não é um manual sobre como analisar os diversos aspectos das imagens, e sim uma obra fluida e abrangente a respeito de aspectos culturais e sociais da história das imagens. 

Em Testemunha ocular, Peter Burke mostra ao público a importância da leitura das imagens como fontes históricas – assim como se faz com os próprios documentos escritos. Ao percorrer o mundo das artes, o autor discorre sobre as dificuldades de se interpretar as obras de um ponto de vista histórico, alertando para as inúmeras armadilhas que um leitor pouco atento ao contexto dessas imagens poderia ser vítima. Ainda que dialogue com historiadores da arte como Hauser, Gombrich e Panofsky, este livro não é um manual sobre como analisar os diversos aspectos das imagens, e sim uma obra fluida e abrangente a respeito de aspectos culturais e sociais da história das imagens.

Vale muito a pena ler!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Francisco Félix de Sousa - Chachá I


Francisco Félix de Sousa (1754 - 1849),  foi um dos grandes traficantes de escravos entre a África e o Brasil. Com descendência negra e indígena, é conhecido também por ser um dos grandes intérpretes do período colonial no Brasil. Tinha facilidade em aprender línguas e, provavelmente, sabia, além de línguas europeias, algumas línguas africanas. É uma personalidade extremanete cultuada no Benim por originar a comunidade brasiliera do país - os agudás - que os chamam de Chachá I.
Para os interessados em saber mais sobre sua história, aconselho a leitura de sua biografia Francisco Félix de Souza, mercador de escravos, do historiador brasileiro Alberto da Costa e Silva.




terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Tradução de quadrinhos e Mangás (mais referências)

Continuando uma postagem anterior sobre tradução de quadrinhos e mangás no Brasil (disponível aqui), eis mais alguns trabalhos:


aqui As tiras de Mafalda no Brasil: tradutores e traduções de Bárbara Zocal da Silva
aqui Historiografia das traduções do Quixote publicadas no Brasil, provérbios do Sancho Pança de Silvia Cobelo

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

"História dos impressos e da tradução nos séculos XIX e XX: trajetórias e circularidades"

Convido todos os interessados a participarem do simpósio "História dos impressos e da tradução nos séculos XIX e XX: trajetórias e circularidades" que faz parte do evento do V Encontro de pesquisa em História (Ephis). As inscrições são feitas diretamente no site http://www.ephisufmg.com.br/simposios-tematicos/inscricao/ dos dias 12 de fevereiro ao dia 13 de março na UFMG (BH/MG)



Eis o resumo do simpósio:
História dos impressos e da tradução nos séculos XIX e XX: trajetórias e circularidades
Sabe-se que a pesquisa em imprensa se tornou foco de interesse de vários estudiosos nas últimas décadas, já que cada vez mais, bases de dados têm sido criadas, bem como acervos têm sido digitalizados. Nessa medida, os impressos se caracterizam como importantes fontes de pesquisa histórica ao apontar a pluralidade de debates e posicionamentos políticos, culturais e sociais. A gama de possibilidades abertas passou a ser imensurável, mas apesar de sua importância, as fontes impressas somente conquistaram espaço na historiografia após a alteração na concepção de documento em meados do século XX. Ainda na década de 1970 eram poucos os trabalhos no Brasil que empregavam a imprensa como fonte histórica, embora houvesse o reconhecimento da importância dos periódicos e preocupação com uma escrita da História da Imprensa. Com as alterações nas práticas historiográficas, todas as possibilidades de pesquisa geradas pelos periódicos foram consideradas. Em meio a grande diversidade de impressos no Brasil, no século XIX e XX, a influência estrangeira foi decisiva, seja por meio dos modelos que serviram de inspiração, seja pela ação dos indivíduos que para cá vieram e também tiveram sua produção modificada. No caso das traduções, muito frequentes nessa época, tal paradigma não é novo. Se percorrermos sua história no século XIX em que desde simples folhetos e cordéis, bem como romances e livros técnico-científicos eram produzidos por intermédio do processo de tradução, percebe-se que há questões a serem investigadas, como por exemplo, quem os traduziu?; quais seus destinos?; que ideias circulavam por meio desses impressos/traduções?; que história pode ainda ser (re)escrita com o estudo de tais fontes?. Se por um lado, os impressos (traduzidos ou não) são fontes, por outro lado, seus produtores são igualmente peças fundamentais para se compreender a existências de tais bens culturais. A biografia de tradutores, editores, professores, jornalistas, escritores, historiadores, políticos, cientistas bem como outras fontes impressas tais como inventários, memorandos, cartas, livros de visitas, catálogos, fichas de bibliotecas podem auxiliar na descoberta dos caminhos, trajetórias e circularidades dos livros. Desse modo, valorizando a pluralidade de pesquisas possíveis através da imprensa e dos impressos, o Seminário Temático proposto tem como objetivo reunir pesquisas que têm como foco o interesse pela imprensa escrita entre o século XIX e XX, objetivando reunir trabalhos que debatam diversos temas com enfoques teóricos, políticos, culturais, econômicos, sociais e religiosos, bem como, trabalhos que investigam quem são os indivíduos que possibilitaram o funcionamento da imprensa, as ideias em circulação nesses impressos, além de estudos que priorizem a história da tradução no Brasil.
Aguardo a participação de todos!!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ensino de Tradução no Brasil (algumas referências)

Coloco aqui algumas referências de pesquisadores brasileiros relacionados ao ensino de Tradução no Brasil. O número é muito grande, portanto, são somente algumas referências mesmo.

Boa Leitura!

Artigos Avulsos:




O número 17 da revista Cadernos de Tradução:

Formação de tradutores e pesquisadores em estudos da tradução
Adriana Pagano e Maria Lúcia Vasconcellos (Orgs.)

Apresentação

Apresentação
Adriana Pagano, Maria Lúcia Vasconcellos


Artigos

Andréia Guerini, Mariè-Hélene Torres


Marcia Amaral Peixoto Martins


José Luiz Vila Real Gonçalves, Ingrid Trioni Nunes Machado


Célia Magalhães, Fábio Alves


Érika Nogueira de Andrade Stupiello


Maria Paula Frota


João Azenha Jr


Maria da Graça Krieger


Adriana Pagano, Maria Lúcia Vasconcellos


Bibliografia selecionada.
Adriana Pagano, Maria Lúcia Vasconcellos





O número 4 da revista Tradterm :

Ensino de tradução
 João Azenha Júnior (org.)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Reivindicação dos direitos das mulheres



Anteriormente no blog, já havíamos comentado aqui sobre sobre a adaptação de Nísia Floresta da clássica obra A vindication of rigths of Woman de Mary Wollstonecraft que possívelmente ela teria traduzido. Depois, comentamos aqui que na realidade, segundo Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, a escritora teria traduzido um plágio que circulava na Europa em francês. E então, comentamos que a tradução desta obra de Mary Wollstonecraft até hoje ainda não havia sido feita direta do inglês.

Todavia, descobrimos recentemente que a tradução de A vindication of rigths of Woman de Mary Wollstonecraft foi feita ano passado (2015) e  a obra se encontra, pela primeira vez, disponível em português do Brasil pela editora Boitempo.

O livro é um clássico do feminismo do século XVIII com ideias inovadoras e reflexões ainda válidas sobre o papel da mulher na sociedade e a opressão do homem a gêneros diferentes ao dele.

Vale a pena ler! 

Parabéns Boitempo pela iniciativa da publicação de tão importante obra nos dias atuais!