domingo, 7 de fevereiro de 2016

Dom Pedro II, tradutor

Para quem não sabe, Dom Pedro II também foi tradutor das mais diversas línguas e dos mais diversos textos. A quantidade de traduções e como ele exercia tal ofício em meio aos seus afazeres de imperador ainda é um mistério e um bom tema de pesquisa.
Em 2013, um livro sobre o assunto foi organizado por Noêmia Guimarães Soares, Rosane de Souza e Sergio Romanelli:



Boa descoberta aos interessados!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Versão brasileira de Irene Hirsch





Um dos trabalhos primoroso de historiografia da tradução no Brasil é sem dúvidas Versão Brasileira: traduções de autores de ficção em prosa norte-americanos do século XIX de Irene Hirsch.
O livro aborda a tradução de best-sellers norte-americanos traduzidos no século XX no Brasil, além de analisar como e por quem eram feitas tais traduções.
Para quem está iniciando as pesquisas em historiografia da tradução, este livro sem dúvida ensina muito.
Boa leitura!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Liberato Mitchel




Liberato Michel é um dos poucos nomes que aparecem nos jornais do século XIX oferecendo seus serviços de tradutor juramentado. 

Pouco se sabe sobre sua vida, provavelmente tenha chegado na década de 1870 em Macéio, era caxeiro de origem inglesa, tendo progredido já no início do século XX de corretor-geral a altos cargos legislativos. 

Várias menções sobre ele são ditas nos jornais O Luzeiro, O Liberal, Diário de Alagoas dentre outros jornais.

Valeria a pena fazer uma pesquisa para saber mais detalhes deste intérprete.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

"O Selvagem" de Couto de Magalhães




A obra O selvagem (1876) do militar Couto de Maglhães é o primeiro método formal com a intenção de instruir e ensinar intépretes militares.
O objetivo da obra é descrita logo nas primeiras folhas:

Tal obra merece um estudo mais aprofundado a fim de empreender melhor uma História da Interpretação no século XIX tão pouco estudada.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Vermelho Brasil - um estudo audivisual do intérprete colonial



O filme Vermelho Brasil que é um filme épico histórico baseado no livro homônimo (Rouge Brésil) do escritor francês Jean-Christophe Rufin.

Eis a história do filme: 

Em 1555, Just e Colombe Clamorgan, dois jovens franceses decidem ir ao Brasil em busca de seu pai. Eles são contratados como intérpretes em uma expedição colonial liderada pelo almirante Villegagnon. As mulheres não são bem-vindas nas expedições. Então, Colombe veste-se como homem e passa a se chamar Colin.

Os franceses ao se instalar numa colônia em terras portuguesas em nome do rei Henrique II são rapidamente confrontados com os povos indígenas, alguns canibais tradicionais e outros escravos do bandido português João da Silva. Colombe é capturada pelos índios, mas conseguiu se integrar dentro da tribo liderada pelo antigo francês Pay Lo que fez sua vida entre eles. Villegagnon desenvolve planos para construir uma fortaleza de pedra, mas com a falta de recursos humanos, tem de negociar com João da Silva no empréstimo de escravos indígenas, contrariando os princípios ditados por seu humanismo, a sua fé religiosa e respeito às populações locais.

Apesar das dificuldades, Villegagnon continua com seu objetivo de construir uma colônia francesa governada com humanismo. Para competir com o poder de José da Silva, pediu reforços para o rei da França e John Calvin. Villegagnon fez amizade com Just, o filho de seu antigo companheiro da cavalaria. Colombe, escondendo-se na tribo de Pay Lo, se adapta com prazer ao estilo de vida indígena. A chegada de colonos enviados por John Calvin, acompanhados por suas esposas, aumenta as tensões religiosas, enquanto que José da Silva prepara a destruição da colônia.


O que chama atenção neste filme são os personagens que fazem os papéis de intérpretes. Para quem estuda a historiografia da tradução, os passos de como os intérpretes eram recrutados, de como eles aprendiam as línguas indígenas, de como eram postos de frente com as comunidades indígenas são minuciosamente trabalhados no filme.
Alguns dos elementos são reforçados ou confirmados pela História, outros parecem estar no imaginário do cineastra, mas que nos fazem refletir de como era a intereção/ necessidade dos intérpretes na época colonial no Brasil.

Um bom estudo do imaginário do intérprete poderia ser feito a partir deste filme.
Vale a pena ver!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Gregório de Matos Tradutor?



O poeta baiano Gregório de Matos do setecentos brasileiro é um dos grandes ícones de nossa Literatura. Todavia, há ainda um impasse mal resolvido em sua crítica. Ora disse-se que o escritor se apropriou de versos traduzidos dos poetas espanhóis Francisco de Quevedo e Luis De Gongora introduzindo-os em seus póprios versos; ora dize-se que ele traduziu os poemas na íntegra sem mencionar os autores originais.
O que a História da Tradução pode mostrar é que no Setecentos ainda não existia a ideia de autoria, conceito que será manifesto com maior vigor no século XIX, portanto, os atos de imitar, criar, plagiar e traduzir não tinham diferenças - o que pode ser uma possível explicação para o caso.
Entretanto, há questões que ainda ficam no ar: se é tradução, por que o poeta não mencionou a autoria? Por que misturar versos dos poemas alheios em meio aos seus?

Uma boa pesquisa aos interessados. Deixo aqui dois textos que dão um pontapé nessa questão:


Os sonetos de Gregório de Mattos de Silvia La Regina. Disponível aqui.

Personas gregorianas: a poesia de Gregório de Matos e as convenções retóricas de Antônio Donizeti Pires. Disponível aqui.

Boa leitura!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Os Estudos da Tradução no Brasil - referências de uma história

Para quem se interessa pela história dos Estudos da Tradução no Brasil, indico algumas referências:

Os estudos da Tradução no Brasil nos séculos XX e XXI organizado pelos professores Andreia Guerini, Marie Hélène Torres e Walter Carlos Costa. Disponível aqui.



Um balanço dos estudos da tradução no Brasil. Artigo de Maria Paula Frota. Disponível aqui.

Os Estudos da da Tradução no Brasil: Relatos de Pesquisa. Artigo de Sinara Oliveira Branco. Disponível aqui.

Estudos da tradução no Brasil: reflexões sobre teses e dissertações elaboradas por pesquisadores brasileiros nas décadas de 1980 e 1990. Artigo de Adriana Pagano e Maria Lúcia Vasconcellos. Disponível aqui.

Caminhos e Descaminhos dos Estudos da Tradução e Interpretação no Brasil. Artigo de Heloísa Gonçalves Barbosa. Disponível aqui.

Editorial: Los Estudios de Traducción en Brasil. Artigo de John Milton. Disponível aqui.

Boa leitura!