quinta-feira, 29 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

domingo, 25 de setembro de 2016

Rosa Freire de Aguiar

Posto aqui uma entrevista super interessante que Rosa Freire de Aguiar concedeu a ABRALIC em 2016 sobre tradução.
Vale a pena conferir:



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Curso de Extensão - Introdução à historiografia da Tradução no Brasil - Teoria, Paradigmas e Campos

Prezados,
Deixo abaixo convite para o curso que ministarei na Universidade de São Paulo.





História da tradução é, antes de tudo, história. Não se trata simplesmente de encadear nomes, fatos e datas, mas de construir um saber com recurso bem fundamentado a métodos, dados e fontes. Como se escreve a história? Quantos e quais são os principais paradigmas historiográficos? Como se planeja e se realiza a operação historiográfica? Este curso parte da discussão de objetivos e métodos para traçar as principais linhas de uma história da tradução, tendo como objeto experimental a história da tradução no Brasil. Vamos recorrer a fontes de diversas naturezas: a literatura como testemunho histórico, materialmente impresso, mas também as tradições orais, junto com a iconografia, as imagens em geral, os recursos audiovisuais etc. Cada modalidade de fonte requer uma metodologia particular de análise e de obtenção de dados. A principal ambição do curso é construir um amplo panorama da história da tradução no Brasil, desde os primórdios, quando a interpretação foi fundamental para os empreendimentos coloniais, passando pela formação das primeiras camadas letradas da população, até chegar ao estabelecimento da imprensa, à criação de bibliotecas e à difusão da cultura livresca no século XIX e, mais adiante, ao advento do rádio, do telefone, do cinema, da televisão e de todas as inovações que revolucionaram a sociedade moderna no século XX. Por fim, chegamos à contemporaneidade, marcada ao mesmo tempo pela complexidade e pela fluidez, com todos os desafios teóricos e metodológicos que ela provoca ao exigir novas ferramentas analíticas para sua melhor compreensão.

Inscrições aqui.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

História dos Intérpretes ( do século XVI ao XIX)

Para quem se interessar acaba de ser publicado o artigo "Os intérpretes e a formação do Brasil: os quatro primeiros séculos de uma história esquecida" de Dennys Silva-Reis e Marcos Bagno sobre a história da tradução oral. 
Eis o resumo do texto:
A formação histórica do Brasil muito deveu ao trabalho indispensável dos intérpretes desde o chamado “descobrimento” até bem avançado o século XIX. Neste artigo, destacamos a necessidade de conceder maior visibilidade aos intérpretes e à sua contribuição para a história cultural e linguística do Brasil, de modo que se comece a traçar um retrato mais fidedigno das complexas relações entre línguas, povos e culturas que caracterizaram os quatro primeiros séculos dessa história. Para tanto, destacamos o papel desses agentes culturais para uma reescrita da história da tradução no Brasil. Estes que permanecem marginalizados ou mesmo invisíveis na historiografia geral se tornam aqui agentes primordiais para a formação histórica do Brasil em todas as suas etapas.

O texto está disponível aqui.

Boa leitura à todos !

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Poesia Traduzida no Brasil

Acaba de ser lançando aqui um site com a bela pesquisa de Malova Aseff sobre poesia traduzida no Brasil (1960 a 2000).
Vale a pena dar uma olhada no catálago e também no perfil dos tradutores. Àqueles que pesquisam história da tradução literária o site é um pointe de pesquisa obrigatório.



Parabéns a pesquisadora!
Hisotiadores, avante!

sábado, 11 de junho de 2016

Tradução e Diáspora Negra (V SERNEGRA)



Dennys Silva-Reis e Cibele de Guadalupe S. Araújo, estão coordenando uma Seção Temática sobre Tradução e Diáspora Negra, no V SERNEGRA, evento que ocorrerá entre os dias 20 e 23 de novembro, em Brasília. As inscrições para comunicações orais já estão abertas. Assim, convidamos a todos(as) os interessados a juntarem-se a nós e colaborarem para o enriquecimento e aprofundamento das discussões acerca de tão relevante tema. Seguem, abaixo, o resumo de nossa Seção Temática (ST 03) e o link para a página do evento/inscrições. 


ST 03 - Tradução e diáspora negra: entre decolonialismo e antirracismo

Dennys Silva-Reis (UnB) & Cibele de Guadalupe Sousa Araújo (IFG)



Segundo a Teoria Decolonial, a Modernidade está intrinsecamente ligada à Colonialidade e a suas formas de dominação e opressão, notadamente a racial e a de gênero, que avassalaram, sob a desculpa do impulso/princípio civilizatório, povos nas Américas, África e Ásia. Catherine Walsh (2009) esclarece que a Teoria Decolonial se investe não do objetivo de demarcar a transição do período colonial ao seu sucessor ou de reverter o colonial, mas de gestar e incitar a postura, a atitude e a luta contínua, marcadas pela resistência, insurgência e mobilização, para a identificação e visibilidade de ‘lugares’ de exterioridade e construções alternativas na América Latina. Somando a essa Teoria, nas reflexões antirracistas de inúmeros pensadores (dentre eles Amílcar Cabral, Franz Fanon, Jean Price-Mars, Paul Gilroy, Abdias Nascimento, Milton Santos) e nas repercussões dos inúmeros movimentos que deram voz ao ser negro nos diversos cantos do mundo (ao Renascimento Negro nos Estados Unidos, à Negritude na França e nas Antilhas de língua francesa, ao Indigenismo no Haiti, ao Negrismo nas Antilhas de língua espanhola e o Pan-africanismo na África Subsaariana, ao Quilombismo nas Américas), propagam-se a resistência, insurgência e mobilização contra a colonialidade do poder, do saber e do ser considerado superior aos das ex-colônias. Dentro das perspectivas decolonial e antirracista, o papel da tradução, afastada dos princípios de fidelidade e pressupostos de superioridade cultural balizados em sua vertente tradicional, quando figurou como importante instrumento na imposição do poder colonial, imbuída, com o Cultural Turn, dos debates políticos e ideológicos por trás da manipulação do texto traduzido, e, finalmente, eleita, com as colaborações dos estudos pós-coloniais, como local de negociação cultural, é de extrema relevância no que tange à solidariedade entre os povos que sofrem os mesmos preconceitos, à construção de discursos, à partilha de ideias antirracistas e também à difusão cultural a favor da identidade negra. Portanto, a presente Seção Temática visa abranger, dentre outros, os seguintes temas: a difusão de autores negros (literatos ou não), a tradução de literatura negra, a recepção de obras estrangeiras cujo discurso seja antirracista ou de identidade negra, obras de autores negros brasileiros no exterior, o mapeamento da diáspora negra em tradução e os tradutores negros.

Inscrições no site:

http://sernegraifb.wix.com/sernegra