sábado, 17 de março de 2018

A tradução de literatura hispano-americana no Brasil : um capítulo da história da literatura brasileira

Atualizada referência para quem estuda as relações de literatura hispano-americana traduzida no Brasil é a dissertação de mestrado de Sérgio Karam A tradução de literatura hispano-americana no Brasil : um capítulo da história da literatura brasileira, disponível aqui.


Resumo do texto:


Este trabalho tem como objetivo fazer um levantamento das traduções de obras de ficção em prosa de autores hispano-americanos publicadas no Brasil, tanto em coleções criadas com o fim específico de divulgar a literatura hispano-americana no país quanto em edições isoladas, fora de coleção. A análise principal está voltada para as coleções publicadas por diversas editoras brasileiras entre as décadas de 1960 e 1990, mas também serão analisadas algumas iniciativas editoriais anteriores e posteriores a estas décadas. Além do levantamento em si, o trabalho procura identificar o propósito editorial que norteou a tradução e publicação de autores hispano-americanos no Brasil, em cada momento histórico analisado, para tentar entender o que significou a circulação destas obras no sistema literário brasileiro.


Boa leitura!

terça-feira, 13 de março de 2018

Damiana da Cunha, uma intérprete goiana





Damiana da Cunha ainda é pouco conhecida.

Foi uma figura importante na colonização de Goiás. Era uma mulher indígena caipó paraná comprada por Dom Luíz da Cunha Menezes, governador de Goiás, a fim de auxiliar na conquista de terras.

Como intérprete e intermediária catequizou toda a sua tribo e foi mediadora em inúmero conflitos entre branco e índios. Maria José Silveira (2006) escreveu um romance [Gerra no coração do cerrado] ficcionalizando a vida desta intérprete. E igualmente Suelen Siqueira Julio (2015) realizou um pesquisa extramente detalhada e intitulada "Damiana da Cunha : uma índia entre a “sombra da cruz” e os caiapós do sertão (Goiás, c. 1780-1831)" disponível aqui.


quinta-feira, 1 de março de 2018

Índia Vanuíre, uma intérprete indígena do século XIX


Em recentes pesquisas sobre intérpretes mulheres cheguei ao nome de Índia Vanuíre, poucas informações encontrei sobre seu paradeiro. Porém, um museu é dedicado a ela e na página do site está descrito a seguinte mensagem:


"No início do século XX, a marcha do café para o oeste de São Paulo trouxe consequências violentas para os Kaingang que ocupavam esse território. Ocorriam constantes chacinas de aldeias inteiras e grande divulgação negativa dos Kaingang por meio da imprensa, com o objetivo de desvalorização das terras dominadas pelos indígenas, para posterior valorização para aqueles que as compraram. O extermínio não se completou graças à ação do SPI – Serviço de Proteção aos Índios.

Desde então, a índia Vanuíre faz parte do imaginário da população da região, sendo considerada uma heroína. De acordo com a lenda, Vanuíre subia em um jequitibá de dez metros de altura, onde permanecia do nascer do dia ao cair da tarde entoando cânticos de paz.

De fato, Vanuíre foi uma Kaingang trazida do Paraná pelo SPI, como estratégia de atração dos Kaingang da região para que fossem aldeados. Assim, ela atuou como intérprete, como outros. Ela simboliza o fim dos conflitos, em 1912, que resultou no aldeamento dos Kaingang em duas áreas restritas, hoje as Terras Indígenas Vanuíre e Icatu, localizadas respectivamente em Arco-Íris e Braúna (SP). A índia Vanuíre faleceu em 1918 em Icatu, onde viveu seus últimos dias.

Vanuíre é considerada por muitos como a grande “pacificadora”, imagem que o museu quer desconstruir, pois reforça a visão negativa dos Kaingang implantada há um século. O museu respeita o simbolismo que envolve essa personagem, mas atua critica e historicamente."


Como se pode ver, há apenas o elemento de que ela foi intérprete e elo importante de pacificação. Seria interessante se achassemos mais informações sobre essa intéprete pouco conhecida.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

História Visual da Tradução

Divulgo aqui um artigo meu em que discorro dos documentos visuais como fontes históricas para uma história da tradução no Brasil. Eis o resumo do artigo:


A noção dos documentos escritos como única fonte histórica válida é questionada e brotam novos métodos de apreensão da História. É neste contexto que nasce a Iconografia tanto como ramo historiográfico quanto método analítico da escrita histórica. A imagem é considerada um dos artefatos culturais e pode ser utilizada como fonte histórica porque tem o poder de representar, reproduzir ou fazer analogia ao imaginário coletivo ou à história das mentalidades de determinada época ou sociedade. No Brasil oitocentista, muitas foram as expedições que trouxeram os mais diversos artistas e cientistas a fim de catalogarem as inéditas descobertas da terra visitada. Coube aos pintores, desenhistas, litógrafos, retratistas e paisagistas a missão de arquivar visualmente a memória brasileira desta época em que a fotografia ainda não era popular. Tanto pintores oitocentistas como pintores pós-oitocentistas, estrangeiros – como Johann Moritz Rugendas (1802-1858) - ou brasileiros – por exemplo, Benedito Calixto (1853-1927) - deixaram algumas pinturas em que se reconhecem atos de tradução, obras traduzidas e tradutores. O presente trabalho visa estabelecer os artefatos visuais do século XIX que têm por tema a tradução, bem como desvendar o discurso sobre a tradução que tais imagens veiculam.

O artigo está disponível aqui e aqui.

Boa leitura!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

METODOLOGIA EM HISTÓRIA DA TRADUÇÃO

Um texto muito interessante [ A METODOLOGIA EM HISTÓRIA DA TRADUÇÃO: ESTADO DA QUESTÃO ] de José Antonio Sabio PINILLA acabou de ser traduzido no Brasil por uma grande equipe de tradutores. Para aqueles que se interessam por uma metodologia em História da Tradução, vale a pena conferir aqui.

Eis o resumo do texto: 


O objetivo do presente trabalho é apresentar ao leitor um estado da questão dos problemas metodológicos próprios da pesquisa em História da Tradução. Para começar, delinearei os antecedentes do interesse moderno na História da Tradução. A seguir, situarei a História da Tradução dentro dos Estudos da Tradução, como etapa prévia para assinalar a pertinência do seu ensino e estudo, destacando especialmente a importância desta disciplina para a área. Por último, farei um comentário sobre algumas obras de caráter metodológico, com o fim de assinalar alguns problemas recorrentes na pesquisa em História da Tradução. Como conclusão, apresento uma proposta que contém uma série de passos incontornáveis em toda pesquisa histórica e que pode também ser válida para a história da interpretação, já que, a despeito das diferenças, os dois tipos de história participam das bases comuns da mediação interlinguística.

Boa leitura!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Tradução e Diásporas Negras

Acaba de ser publicado um número inteirinho dedicado à Tradução e Diásporas Negras. O número foi organizado por Dennys Silva-Reis e Cibele de Guadalupe Sousa Araújo.
Vale a pene conferir aqui !



Aqui os títulos dos artigos:


Dennys Silva-Reis, Cibele de Guadalupe Sousa Araújo

Khachig Tölölyan

Brent Hayes Edwards

Hortense Spillers

Raphaël Confiant

Jessica Oliveira de Jesus

tatiana nascimento

Marcela Iochem Valente, Luciana de Mesquita Silva

Marcos Araújo Bagno

Dyhorrani da Silva Beira

Valeria Lima de Almeida

Adélia Mathias

Roch Duval

Liliam Ramos da Silva

N'gana Yéo

Kall Lyws Barroso Sales

Daniel Dago

Cibele de Guadalupe Sousa Araújo

Dennys Silva-Reis

João Arthur Pugsley Grahl, Luciano Ramos Mendes, Rei Seely, Emerson Pereti, Carla Cursino, Rafaela Santana, Glaucia dos Santos Abreu

C. Leonardo B. Antunes, Ronald Augusto, Dennys Silva-Reis

Luciana Carvalho Fonseca

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Primavera das Neves



A tradutora portuguesa, mas que exerceu fortemente o ofício da tradução no Brasil, recebeu este ano um documentário em sua memória dirigido por por Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo.

Denise Bottmann também escreveu sobre a tradutora em seu artigo intitulado de "DE PRIMAVERA DAS NEVES A VERA PEDROSO: UM PERFIL" disponível aqui.